A observar friamente os fatos do jogo de ontem/hoje, acho que a derrota foi muito importante na nossa luta pelo tri-campeonato. Vou explicar. Mesmo que não sendo uma "La Plata", Barranquilla se mostrou copeira à moda antiga. Vestiários reconstruídos e pintados horas antes do jogo. Torcida feroz e barulhenta. Time adversário com qualidade e aguerrimento. Árbitro intimidado e caseiro. Derrota em detalhes. Apedrejamento pós jogo na escuridão da madrugada.
Alguns jogadores do Grêmio decerto acreditaram que a Libertadores era o jogo contra o Liverpool no Olímpico. Agradável e palatável papinha. Não o é. Libertadores é um osso-duro-de-roer como Junior x Grêmio. O segundo tempo de ontem mostra que o time havia começado a entender. Mas esse era o problema, se quisesse ganhar a partida, já tinha que ter entrado sabendo. Imagino um time muito mais "esperto", "ligado", para as próximas partidas. A derrota foi importante, e veio na hora certa...
Forza Gremio !
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Esse ano promete !!!

Meu primeiro post do ano primeiro pede desculpas ao pessoal que segue o blog. Mas o início do ano foi um pouco conturbado para mim. De qualquer forma, encontrei um tempo e estou atualizando um pouco para tocar esse ano de 2011 um pouco mais presente aqui, afinal de contas, estou cansado de ficar preso nos 140 caracteres do Twitter. Aliás, aproveitem e sigam-me também por lá: @scalamato.
Sobre a Libertadores, não preciso dizer nada, nos conhecemos, sabemos muito bem quem é a Libertadores e a Libertadores sabe muito bem quem somos.
Esse ano temos que libertá-la das amarras e tirá-la de onde está e para onde nunca deveria ter ido. Não vou nem dizer onde. Mas tu que estás lendo isso sabe que lá não é o lugar dela. Nunca foi. E o engraçado disso tudo, é que onde ela está, acreditam-se donos dela. Como se ela não tivesse um caso antigo conosco...
Hoje, às 23:45 temos mais um desafio, e esse, mais "casca grossa" do que os jogos que enfrentamos até agora. Junior de Barranquilla. A Shakira que se prepare para ficar "Louca, louca louca..."
Forza Gremio !!!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
OS INTERÉSSES
É engraçado observar os interesses de cada um nesse Brasileirão. E suas devidas repercussões na imprensa. Tem algo que há muito me deixa com uma "pulga atrás da orelha" sobre os matemáticos na reta final de cada equipe. E vejo hoje em todos os sites ou jornais comentários sobre o que já é "quase impossível" para o Grêmio chegar a uma das vagas na Libertadores´11 e quiçá então o título do campeonato.
Mas, chances matemáticas são chances matemáticas, elas não tem o calor da subjetividade, da observação, do feeling de cada um sobre sua equipe. Números são duros e frios.
Pois bem, informata de formação e apaixonado tanto por humanas quanto por exatas, lá vou eu, apreciador de uma bela planilha, exercitar resultados possíveis para as próximas rodadas, e me deparo mais de uma vez com as chances do Grêmio de sim, beliscar a taça. Senão, vejamos uma dessas possibilidades:
Critério da simulação, vitória sempre por um gol, empate sempre em zero. Para não devanear demais.
35ª Rodada
Ceará 1 x 0 Botafogo
Santos 0 x 1 Grêmio
Corinthians 0 x 0 Cruzeiro
Fluminense 0 x 0 Goiás
Atlético - PR 1 x 0 G.Prudente
36ª Rodada
São Paulo 1 x 0 Fluminense
Goiás 0 x 1 Santos
Cruzeiro 0 x 0 Vasco
Botafogo 1 x 0 Internacional
Vitória 1 x 0 Corinthians
Grêmio 1 x 0 Atlético PR
37ª Rodada
Corinthians 0 x 1 Vasco
Flamengo 1 x 0 Cruzeiro
Avaí 0 x 1 Santos
Palmeiras 1 x 0 Fluminense
Guarani 0 x 1 Grêmio
Ceará 1 x 0 Atlético PR
Botafogo 1 x 0 Grêmio Prudente
Neste momento, estaria assim a Classificação:
1° Grêmio - 62 P
2° Fluminense - 62 P
3° Cruzeiro - 62 P
4° Corinthians - 61 P
5° Botafogo - 61 P
Faltariam
Grêmio x Botafogo
Goias x Corinthians
Cruzeiro x Palmeiras
Fluminense x Guarani
Caso o Grêmio vencesse o jogo e os outros três acabassem empatados, seríamos campeões. Vejam bem, é apenas uma hipótese. Entretanto, se sem o uso de grandes recursos computacionais, muito pelo contrário, com uma ajeitadinha aqui e outra ali MANUALMENTE se consegue, então não são 0% de chances de ser campeão.
E aí que entra minha reclamatória. Não há mera divulgação sobre o fato de que outras equipes que não aquelas que são apontadas há meses como "pretendentes" tem, sim, chances de ainda serem campeãs. Chances matemáticas, é claro. Mas em havendo, deveriam ser anunciadas.
Muito tem a ver com o controle da situação, a motivação da mídia, o convencimento da massa, e com ela das arbitragens e das críticas. Lembra-me até da máquina chamada de "pesquisa eleitoral", mas que, na verdade sabemos como funciona...
Claro, depois eu aqui, sou mero torcedor. E torcedor é passional, blá blá blá...
FORZA GREMIO !!!!
Mas, chances matemáticas são chances matemáticas, elas não tem o calor da subjetividade, da observação, do feeling de cada um sobre sua equipe. Números são duros e frios.
Pois bem, informata de formação e apaixonado tanto por humanas quanto por exatas, lá vou eu, apreciador de uma bela planilha, exercitar resultados possíveis para as próximas rodadas, e me deparo mais de uma vez com as chances do Grêmio de sim, beliscar a taça. Senão, vejamos uma dessas possibilidades:
Critério da simulação, vitória sempre por um gol, empate sempre em zero. Para não devanear demais.
35ª Rodada
Ceará 1 x 0 Botafogo
Santos 0 x 1 Grêmio
Corinthians 0 x 0 Cruzeiro
Fluminense 0 x 0 Goiás
Atlético - PR 1 x 0 G.Prudente
36ª Rodada
São Paulo 1 x 0 Fluminense
Goiás 0 x 1 Santos
Cruzeiro 0 x 0 Vasco
Botafogo 1 x 0 Internacional
Vitória 1 x 0 Corinthians
Grêmio 1 x 0 Atlético PR
37ª Rodada
Corinthians 0 x 1 Vasco
Flamengo 1 x 0 Cruzeiro
Avaí 0 x 1 Santos
Palmeiras 1 x 0 Fluminense
Guarani 0 x 1 Grêmio
Ceará 1 x 0 Atlético PR
Botafogo 1 x 0 Grêmio Prudente
Neste momento, estaria assim a Classificação:
1° Grêmio - 62 P
2° Fluminense - 62 P
3° Cruzeiro - 62 P
4° Corinthians - 61 P
5° Botafogo - 61 P
Faltariam
Grêmio x Botafogo
Goias x Corinthians
Cruzeiro x Palmeiras
Fluminense x Guarani
Caso o Grêmio vencesse o jogo e os outros três acabassem empatados, seríamos campeões. Vejam bem, é apenas uma hipótese. Entretanto, se sem o uso de grandes recursos computacionais, muito pelo contrário, com uma ajeitadinha aqui e outra ali MANUALMENTE se consegue, então não são 0% de chances de ser campeão.
E aí que entra minha reclamatória. Não há mera divulgação sobre o fato de que outras equipes que não aquelas que são apontadas há meses como "pretendentes" tem, sim, chances de ainda serem campeãs. Chances matemáticas, é claro. Mas em havendo, deveriam ser anunciadas.
Muito tem a ver com o controle da situação, a motivação da mídia, o convencimento da massa, e com ela das arbitragens e das críticas. Lembra-me até da máquina chamada de "pesquisa eleitoral", mas que, na verdade sabemos como funciona...
Claro, depois eu aqui, sou mero torcedor. E torcedor é passional, blá blá blá...
FORZA GREMIO !!!!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Erros que não justificam OUTROS erros...
Antes...
A expectativa era grande, afinal, poderíamos nesse momento estar junto do topo da tabela, colado na vaga da Libertadores. Acompanhando ao largo era possível notar, o Fluminense já entrara tenso em campo. Tinha medo, demonstrava isso no semblante dos jogadores no túnel que dava acesso ao gramado (potreiro) do Engenhão. Era hora do Grêmio entrar e mostrar a que veio e porque está em um momento tão bom. Porém, dúvidas assolavam a torcida gremista desde cerca de meia hora antes do jogo quando foi anunciado que jogaria Souza ao invés do preterido Ferdinando. Era a vontade de Renato. Atacar o Fluminense.
Mas todo gremista que se preza sabe que meio campo é que ganha jogo. E ficaríamos com um mísero marcador, por mais que volutarioso, astudo e valente, Vilson seria um só.
Durante...
O início do jogo mostrava duas equipes se respeitando e mais do que isso, mostrava um Fluminense tornado por sua covardia e falta de qualidade em uma presa fácil. Porém, algo aconteceu aos jogadores do Grêmio que, ao invés de notando isso aproveitarem a situação e partir para cima, ficaram ciscando e jogando lateralmente de forma enfadonha e lenta, acompanhando o ritmo do moroso dono da casa. Talvez, vejam bem, talvez, o meio campo do Grêmio tenha sido vitimado pela falta de entrosamento entre Souza e os companheiros, haja visto que no segundo tempo o setor parece que "azeitou-se" e funcionou bem, fazendo transições velozes e bem resolutas.
O problema é que antes de chegarmos lá, uma bola despretensiosa vida da direita chegou até Conca, que estava solto por Souza (sim, Souza não é marcador), e este virou pro gol, com a bola ainda picando, fazendo com que a mesma recebesse o efeito necessário para vencer Victor. 1 x 0. Injusto ? Até aquele momento pode-se dizer que não, afinal o Grêmio levava pouco perigo e seus atacantes não pareciam inspirados...
Mas aí veio o segundo tempo. O intervalo havia surtido efeito e os erros de posicionamento e marcação pareciam vencidos, e o Grêmio já impunha-se em campo assolando a zaga pó-de-arroz... Entretanto, entre pressionar o adversário e marcar o gol havia um árbitro. Um senhor chamado Héber Roberto Lopes. Este senhor, picotou o segundo tempo, deixou o Flu bater na entrada da área sem marcar faltas, por várias vezes a TV mostrou ele falando nas costas do Jonas, fazendo cara feia pro Douglas.
E então, quando o Grêmio vivia o melhor momento na partida, sufocando um Fluminense visivelmente apavorado, Jonas foi ATROPELADO na área. As imagens não deixam dúvidas, nem quanto ao posicionamento do árbitro, que estava a poucos metros do lance. Pois o mesmo fez menção... colocou o apito na boca, e por algum estranho motivo, NÃO APITOU. Sonegou ao Grêmio a possibilidade do empate no ápice de seu futebol, onde com certeza criaria uma série de problemas ao covarde Fluminense que ali estava, locupletando-se de mais uma falha da arbitragem brasileira.
É triste. Sinto-me roubado. Como se fora surrupiado de um bem material. Sabia, naquele momento que perderíamos o jogo. Se aquele penalty não fora marcado, nenhum outro seria. Foi escandaloso demais... É claro que até o fim do jogo nada mais além da inútil tentativa do Grêmio de vencer seus erros, os do juiz e mais o Fluminense haveria outro tento carioca, na pressão da saída de bola de Vilson, zagueiro improvisado de volante, que acabou por matar o jogo.
Depois...
O problema é esse. O Grêmio errou na escalação inicial ou no posicionamento das peças. Mas alguns percalços da partida como o primeiro gol de Conca não significam que o Grêmio teria que estar fadado à derrota. Alguns erros não justificam outros. Principalmente quando eles DECIDEM o jogo. Perdemos os pontos, e quiçá, a chance do título. Agora e reunir forças, enfrentar o sempre desafeto Goiás no Serra Dourada e, esperar que as próximas rodadas ajudem um pouquinho...
Forza Gremio !
A expectativa era grande, afinal, poderíamos nesse momento estar junto do topo da tabela, colado na vaga da Libertadores. Acompanhando ao largo era possível notar, o Fluminense já entrara tenso em campo. Tinha medo, demonstrava isso no semblante dos jogadores no túnel que dava acesso ao gramado (potreiro) do Engenhão. Era hora do Grêmio entrar e mostrar a que veio e porque está em um momento tão bom. Porém, dúvidas assolavam a torcida gremista desde cerca de meia hora antes do jogo quando foi anunciado que jogaria Souza ao invés do preterido Ferdinando. Era a vontade de Renato. Atacar o Fluminense.
Mas todo gremista que se preza sabe que meio campo é que ganha jogo. E ficaríamos com um mísero marcador, por mais que volutarioso, astudo e valente, Vilson seria um só.
Durante...
O início do jogo mostrava duas equipes se respeitando e mais do que isso, mostrava um Fluminense tornado por sua covardia e falta de qualidade em uma presa fácil. Porém, algo aconteceu aos jogadores do Grêmio que, ao invés de notando isso aproveitarem a situação e partir para cima, ficaram ciscando e jogando lateralmente de forma enfadonha e lenta, acompanhando o ritmo do moroso dono da casa. Talvez, vejam bem, talvez, o meio campo do Grêmio tenha sido vitimado pela falta de entrosamento entre Souza e os companheiros, haja visto que no segundo tempo o setor parece que "azeitou-se" e funcionou bem, fazendo transições velozes e bem resolutas.
O problema é que antes de chegarmos lá, uma bola despretensiosa vida da direita chegou até Conca, que estava solto por Souza (sim, Souza não é marcador), e este virou pro gol, com a bola ainda picando, fazendo com que a mesma recebesse o efeito necessário para vencer Victor. 1 x 0. Injusto ? Até aquele momento pode-se dizer que não, afinal o Grêmio levava pouco perigo e seus atacantes não pareciam inspirados...
Mas aí veio o segundo tempo. O intervalo havia surtido efeito e os erros de posicionamento e marcação pareciam vencidos, e o Grêmio já impunha-se em campo assolando a zaga pó-de-arroz... Entretanto, entre pressionar o adversário e marcar o gol havia um árbitro. Um senhor chamado Héber Roberto Lopes. Este senhor, picotou o segundo tempo, deixou o Flu bater na entrada da área sem marcar faltas, por várias vezes a TV mostrou ele falando nas costas do Jonas, fazendo cara feia pro Douglas.
E então, quando o Grêmio vivia o melhor momento na partida, sufocando um Fluminense visivelmente apavorado, Jonas foi ATROPELADO na área. As imagens não deixam dúvidas, nem quanto ao posicionamento do árbitro, que estava a poucos metros do lance. Pois o mesmo fez menção... colocou o apito na boca, e por algum estranho motivo, NÃO APITOU. Sonegou ao Grêmio a possibilidade do empate no ápice de seu futebol, onde com certeza criaria uma série de problemas ao covarde Fluminense que ali estava, locupletando-se de mais uma falha da arbitragem brasileira.
É triste. Sinto-me roubado. Como se fora surrupiado de um bem material. Sabia, naquele momento que perderíamos o jogo. Se aquele penalty não fora marcado, nenhum outro seria. Foi escandaloso demais... É claro que até o fim do jogo nada mais além da inútil tentativa do Grêmio de vencer seus erros, os do juiz e mais o Fluminense haveria outro tento carioca, na pressão da saída de bola de Vilson, zagueiro improvisado de volante, que acabou por matar o jogo.
Depois...
O problema é esse. O Grêmio errou na escalação inicial ou no posicionamento das peças. Mas alguns percalços da partida como o primeiro gol de Conca não significam que o Grêmio teria que estar fadado à derrota. Alguns erros não justificam outros. Principalmente quando eles DECIDEM o jogo. Perdemos os pontos, e quiçá, a chance do título. Agora e reunir forças, enfrentar o sempre desafeto Goiás no Serra Dourada e, esperar que as próximas rodadas ajudem um pouquinho...
Forza Gremio !
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O "ERRO CRASSO", origem da expressão...
Marco Licínio Crasso (latim: Marcus Licinius Crassus Dives;[1] c. 115 a.C. – 53 a.C.) foi um patrício, general e político romano do fim da Antiga república romana, mais conhecido como Crasso o Triunviro. Comandou a vitória decisiva de Lúcio Cornélio Sula na Batalha da Porta Collina, e esmagou a revolta dos escravos liderada por Espártaco.
A importância de Crasso na história provém, porém, do apoio financeiro e político que brindou ao jovem nobre empobrecido Caio Júlio César, apoio que lhe permitiria o sucesso na carreira política.
Chegou a um pacto secreto com Júlio César e Cneu Pompeu Magno, o chamado Primeiro Triunvirato, para ficarem com o poder em Roma. Apesar da sua proverbial riqueza, ansiava a glória militar, e por isso liderou uma campanha contra os Partos, na qual encontrou a morte, junto ao seu filho e várias legiões, na Batalha de Carrhae.
Destacou-se na Primeira Guerra Civil, e especialmente na conhecida Batalha da Porta Collina (1 de novembro de 82 a.C.). As proscrições que se seguiram ao estabelecimento da ditadura de Sula enriqueceram-no extraordinariamente. A partir de então ficou de manifesto a sua habilidade para os negócios. Negociando, especulando e extorquindo, reuniu uma enorme fortuna com atividades que incluíam de casas de prostituição até brigadas de bombeiros.[2] Quando o processaram por se deitar com uma virgem vestal, um crime brutal, absolveram-no por justificar que o fizera para lhe arrebatar a sua propriedade e o jurado, obviamente no seu caso, creu-o. Boa parte da sua fortuna foi investida com fins políticos, estendendo as clientelas populares, facilitando empréstimos para famílias nobres em difícil situação econômica e mantendo boas relações com os núcleos capitalistas da ordem equestre. Não arriscava a deixar rasto em nenhum assunto, mas empregava intermediários para que comprovassem por ele até onde se podia chegar, especialmente homens com boas perspectivas de futuro, utilizando-os como cabeça de turco, saindo sempre indene de qualquer problema. Segundo Plutarco, passou dos 300 talentos[3] a um capital de 7.100 talentos[4] antes de partir para a sua campanha contra os Partos.
Pretor em 73 a.C., recebeu no ano seguinte o imperium proconsular do Senado para pôr fim à revolta de escravos encabeçada pelo célebre Espártaco. Após seis meses de preparativos e algumas derrotas iniciais, Crasso conseguiu vencer o exército de escravos em Apúlia, ordenando a crucifixão de seis mil de eles ao longo da via Ápia. Seu sucesso compartilhou-o com Pompeu Magno em 71 a.C. Como fruto desta aliança, ambos compartiriam o consulado de 70 a.C. O mais destacado deste exercício foi, sem dúvida, a promulgação de uma lex Licinia Pompeia que restituiu as competências do tribunado da plebe, esvaziada de poder durante a ditadura de Sula. Ambos os políticos distanciar-se-iam, porém, nos anos seguintes.
Em 65 a.C. revestiu a censura junto a Quinto Lutácio Catulo. Tratou então de obter poderes extraordinários para transformar o reino do Egito, aliado de Roma, numa província, bem como de inscrever em bloco os cidadãos latinos da Gália Transpadana nas listagens dos cidadãos romanos (o que lhe proporcionaria uma considerável clientela política). Ambos os projetos foram detidos pelo seu colega, Catulo, que interpôs o seu veto paralisando a atividade da magistratura. Durante estes anos Crasso protegeu Lúcio Sérgio Catilina, apoiando a sua candidatura às eleições consulares de 64 a.C., se bem que seria ele quem pouco depois poria em conhecimento de Cícero a preparação da conjura.
Por volta de 59 a.C. aconteceu a aliança segreda entre Crasso e os dois políticos mais importantes do momento, Pompeu e César, aliança conhecida como Primeiro Triunvirato. Cada um dos seus integrantes tinha os seus próprios interesses e os de Crasso centravam-se em que fora aprovada uma lei que rebaixara o montante de arrendamento do cobro de impostos na Província da Ásia bem como que se criara uma comissão encarregada de efetuar as repartições de terra aos veteranos. De acordo com estes objetivos, em 59 Crasso formava já parte de uma comissão para a execução das repartições de terra entre os veteranos.
Em 56 a.C., pelos chamados Acordos de Luca, aconteceu a renovação do Triunvirato, e em consequência Pompeu e Crasso foram eleitos para o consulado em 55 a.C. Durante o exercício da sua magistratura estava previsto que ambos se criaram poderes proconsulares durante cinco anos, semelhantes aos que possuía César na Gália. O projeto de lei apresentado à assembleia transferia por um período de cinco anos as províncias da Hispânia a Pompeu e da Síria a Crasso, com prerrogativas tais como realizar recrutamentos e tomar decisões próprias.
Em novembro do 55, Crasso abandonou a Itália para se dirigir à sua nova província, onde prepararia uma grandiosa expedição contra o império parto (Inverno de 55–54 a.C.) No mês de junho de 53 a.C., o exército de Crasso (composto por sete legiões, 4.000 ginetes e tropas auxiliares) seria massacrado na Batalha de Carras — frente da superioridade da cavalaria inimiga — nas proximidades de Carras. Mais de 20.000 soldados perderam a vida e cerca de 10.000 foram feitos prisioneiros (veja-se Legião perdida); a cabeça e a mão direita de Crasso foram levadas ao rei parto, Orodes II.
Nesta batalha Crasso cometeu uma série de falhas grosseiras. Confiou demais na superioridade numérica de suas tropas, abandonou as tradicionais táticas militares romanas e, na ânsia de chegar logo ao inimigo, atacou cortando caminho por um vale estreito, de pouca visibilidade. As saídas do vale, então, foram ocupadas pelos partos e o exército romano foi dizimado. Estes equívocos passaram à história através da expressão erro crasso, que remete a uma falha grosseira de planejamento com consequências trágicas.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Licínio_Crasso
A importância de Crasso na história provém, porém, do apoio financeiro e político que brindou ao jovem nobre empobrecido Caio Júlio César, apoio que lhe permitiria o sucesso na carreira política.
Chegou a um pacto secreto com Júlio César e Cneu Pompeu Magno, o chamado Primeiro Triunvirato, para ficarem com o poder em Roma. Apesar da sua proverbial riqueza, ansiava a glória militar, e por isso liderou uma campanha contra os Partos, na qual encontrou a morte, junto ao seu filho e várias legiões, na Batalha de Carrhae.
Vida
Marco Licínio Crasso era o terceiro e menor dos filhos de Públio Licínio Crasso Dives, cônsul em 97 a.C., a cujas ordens lutou no exército. O maior dos seus irmãos, Públio, faleceu durante a Guerra Social, enquanto que o seu pai e o seu outro irmão, Lúcio, foram vítimas da sangrenta repressão de Caio Mário e de Lúcio Cornélio Cinna quando Marco Crasso era ainda jovem. Para escapar da morte, buscou refúgio na Hispânia (85 a.C.), onde, aproveitando as clientelas que o seu pai estendera durante o seu governo na Hispânia Ulterior, recrutou um pequeno exército, pondo-se às ordens de Sula quando este voltou para a Itália como legado ou prefeito.Destacou-se na Primeira Guerra Civil, e especialmente na conhecida Batalha da Porta Collina (1 de novembro de 82 a.C.). As proscrições que se seguiram ao estabelecimento da ditadura de Sula enriqueceram-no extraordinariamente. A partir de então ficou de manifesto a sua habilidade para os negócios. Negociando, especulando e extorquindo, reuniu uma enorme fortuna com atividades que incluíam de casas de prostituição até brigadas de bombeiros.[2] Quando o processaram por se deitar com uma virgem vestal, um crime brutal, absolveram-no por justificar que o fizera para lhe arrebatar a sua propriedade e o jurado, obviamente no seu caso, creu-o. Boa parte da sua fortuna foi investida com fins políticos, estendendo as clientelas populares, facilitando empréstimos para famílias nobres em difícil situação econômica e mantendo boas relações com os núcleos capitalistas da ordem equestre. Não arriscava a deixar rasto em nenhum assunto, mas empregava intermediários para que comprovassem por ele até onde se podia chegar, especialmente homens com boas perspectivas de futuro, utilizando-os como cabeça de turco, saindo sempre indene de qualquer problema. Segundo Plutarco, passou dos 300 talentos[3] a um capital de 7.100 talentos[4] antes de partir para a sua campanha contra os Partos.
Pretor em 73 a.C., recebeu no ano seguinte o imperium proconsular do Senado para pôr fim à revolta de escravos encabeçada pelo célebre Espártaco. Após seis meses de preparativos e algumas derrotas iniciais, Crasso conseguiu vencer o exército de escravos em Apúlia, ordenando a crucifixão de seis mil de eles ao longo da via Ápia. Seu sucesso compartilhou-o com Pompeu Magno em 71 a.C. Como fruto desta aliança, ambos compartiriam o consulado de 70 a.C. O mais destacado deste exercício foi, sem dúvida, a promulgação de uma lex Licinia Pompeia que restituiu as competências do tribunado da plebe, esvaziada de poder durante a ditadura de Sula. Ambos os políticos distanciar-se-iam, porém, nos anos seguintes.
Em 65 a.C. revestiu a censura junto a Quinto Lutácio Catulo. Tratou então de obter poderes extraordinários para transformar o reino do Egito, aliado de Roma, numa província, bem como de inscrever em bloco os cidadãos latinos da Gália Transpadana nas listagens dos cidadãos romanos (o que lhe proporcionaria uma considerável clientela política). Ambos os projetos foram detidos pelo seu colega, Catulo, que interpôs o seu veto paralisando a atividade da magistratura. Durante estes anos Crasso protegeu Lúcio Sérgio Catilina, apoiando a sua candidatura às eleições consulares de 64 a.C., se bem que seria ele quem pouco depois poria em conhecimento de Cícero a preparação da conjura.
Por volta de 59 a.C. aconteceu a aliança segreda entre Crasso e os dois políticos mais importantes do momento, Pompeu e César, aliança conhecida como Primeiro Triunvirato. Cada um dos seus integrantes tinha os seus próprios interesses e os de Crasso centravam-se em que fora aprovada uma lei que rebaixara o montante de arrendamento do cobro de impostos na Província da Ásia bem como que se criara uma comissão encarregada de efetuar as repartições de terra aos veteranos. De acordo com estes objetivos, em 59 Crasso formava já parte de uma comissão para a execução das repartições de terra entre os veteranos.
Em 56 a.C., pelos chamados Acordos de Luca, aconteceu a renovação do Triunvirato, e em consequência Pompeu e Crasso foram eleitos para o consulado em 55 a.C. Durante o exercício da sua magistratura estava previsto que ambos se criaram poderes proconsulares durante cinco anos, semelhantes aos que possuía César na Gália. O projeto de lei apresentado à assembleia transferia por um período de cinco anos as províncias da Hispânia a Pompeu e da Síria a Crasso, com prerrogativas tais como realizar recrutamentos e tomar decisões próprias.
Em novembro do 55, Crasso abandonou a Itália para se dirigir à sua nova província, onde prepararia uma grandiosa expedição contra o império parto (Inverno de 55–54 a.C.) No mês de junho de 53 a.C., o exército de Crasso (composto por sete legiões, 4.000 ginetes e tropas auxiliares) seria massacrado na Batalha de Carras — frente da superioridade da cavalaria inimiga — nas proximidades de Carras. Mais de 20.000 soldados perderam a vida e cerca de 10.000 foram feitos prisioneiros (veja-se Legião perdida); a cabeça e a mão direita de Crasso foram levadas ao rei parto, Orodes II.
Nesta batalha Crasso cometeu uma série de falhas grosseiras. Confiou demais na superioridade numérica de suas tropas, abandonou as tradicionais táticas militares romanas e, na ânsia de chegar logo ao inimigo, atacou cortando caminho por um vale estreito, de pouca visibilidade. As saídas do vale, então, foram ocupadas pelos partos e o exército romano foi dizimado. Estes equívocos passaram à história através da expressão erro crasso, que remete a uma falha grosseira de planejamento com consequências trágicas.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Licínio_Crasso
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