segunda-feira, 20 de julho de 2009

DANEM-SE WORKAHOLICS

Conceito para Workaholic da Wikipedia:

"Workaholic
é uma expressão americana que designa coloquialmente uma pessoa viciada em trabalho. É uma variação da palavra alcoholic (alcoólatra).

As pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, esta última década acentuou sua existência motivada pela alta competitividade, vaidade, ganância, necessidade de sobrevivência ou ainda alguma necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo(a).

Como resultado da influência de uma pessoa viciada em trabalho pode-se perceber geralmente alguns fatos interessantes: o primeiro deles é que este tipo de pessoa geralmente não consegue se desligar do trabalho mesmo fora dele, acaba por deixar de lado seu parceiro(a), filhos, pais, amigos. Os seus melhores amigos passam a ser aqueles que de alguma forma tem ligação com seu trabalho.

De outro lado, este tipo de pessoa sofre por trazer para si uma qualidade de vida muito má, pois as pressões do dia-a-dia e a auto-estima exagerada fazem com que este tipo de profissional tenha insónia, surtos de mau-humor, impotência, atitudes agressivas em situações de pressão ou desconformidade (com os resultados que ele esperava) e pode chegar a causar depressão, entre outros efeitos nocivos.

Mas uma das mais severas consequências é o medo de fracassar. Este medo condiciona e impulsiona o viciado a tentar cada vez mais forte e mais concentrado na busca por resultados. (...) "


***
Sob meu prisma:

No Brasil, áreas como a informática, internet e outras áreas administrativo-tecnológicas começam a produzir em grande escala esse tipo de profissional.

Interessante notar que o "viciado" é na verdade muito bem-vindo nas organizações, afinal de contas, ele trabalha de bom grado, o tempo inteiro, até quando está com a família, quando está com amigos, nos fins-de-semana, à noite, e, digamos, até durante o sono. Ele sonha com trabalho. Sindicatos e associações de trabalhadores são instituições desprezadas pelo "viciado".

Tal "viciado" não vê valor nas relações humanas, nem de amizade, nem de fraternidade, nem de nada. Ele não entende que trabalha-se para viver e não que vive-se para trabalhar.

Na maioria das vezes ele é um desaglutinador, porque leva colegas à loucura, empurrando-lhes às horas extras, empilhando tantas necessidades que, o trabalho deixa de ser exequível em seu horário normal de expediente. Não só por isso, mas também porque é aquele que aceita ganhar menos, não ter vínculos, abre mão de seus direitos. Por quê ? Porque ele é acometido desse vício. Mas acho que a palavra vício está mal colocada nesses casos. Afinal, um viciado é um doente. Um workaholic não é bem o que chamaríamos de doente. Ele é, isso sim, UM MALA, UM CHATO, um escravo idiota da sua idéia ridícula de sucesso profissional. Ele pode exibir características até de um antigo conhecido dos meios profissionais, o famigerado "puxa-saco".

Um profissional de sucesso sabe o que é ser profissional, conhece o valor da pessoa humana, sabe o que tem que fazer durante o horário de trabalho, e sabe respeitar os outros e a si mesmo.
Um profissional de sucesso utiliza sua carreira a fim de tornar a sua vida e a dos seus uma vida mais aprazível e condizente com a realidade das necessidades humanas.

Eu me pergunto, depois de viver uma vida de "workaholic", quando você morrer, quem sentirá sua falta ?



CARPE DIEM !!!

Um comentário:

Matheus disse...

Ah, eu iria lembrar né meu bruxo. Nada faz esquecer as trovas no estacionamento do São Paulo.
Abraço!