terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Politicalha

Segundo Aristóteles:

"Em primeiro lugar cumpre definir o nome e o verbo, depois, a negação e a afirmação, a proposição e o juízo. As palavras faladas são símbolos das afecções da alma, e as palavras escritas símbolos das palavras faladas. E como a escrita não é igual em toda a parte, também as palavras faladas não são as mesmas em toda a parte, ainda que as afecções da alma de que as palavras são signos primeiros, sejam idênticas, tal como são idênticas as coisas de que as afecções referidas são imagens" (De Int., 16a).

Pois parece que, no Conselho Deliberativo do Grêmio realmente, a "Interpretação" de Aristóteles cai como uma luva. Parece que todos são gremistas.

Mas não me parece que tenham todos o mesmo objetivo. O objetivo de ver o Grêmio em primeiro lugar. Muito tenho ouvido e lido sobre influências políticas que têm trazido ao dia-a-dia do Grêmio importante pressão sobre os acontecimentos e decisões vindouros, principalmente naquilo que se refere ao futuro estádio tricolor.

Ora, através do ducker.com.br, tive acesso a um fragmento de texto que dizem ser parte do teor do contrato que será celebrado entre Grêmio e construtores diversos da Arena, e nesse fragmento algo de muito mal-cheiroso há, onde parece estar em risco o sacro direito do sócio tricolor de poder adentrar ao novo estádio em dias de espetáculo EXATAMENTE da mesma forma como se dá hoje em dia, ou seja, sem nenhum custo adicional ao da mensalidade.

Com isso me pergunto onde irão parar os direitos daqueles possuidores de títulos sociais diversos, que permitem hoje o acesso aos jogos, inclusive cadeiras, camarotes e outros, quando do início dos mandos do Grêmio no novo estádio. Será que o próprio conselho tomará uma decisão que apontará para uma "avalanche" de ações judiciais de sua própria torcida contra o Grêmio a fim de cobrar-lhe os direitos de acesso ao estádio que serão suprimidos?

Espero que todas as alíneas estejam sendo analisadas e que não venhamos a enfrentar novos períodos recessivos como o pós-ISL.

Além deste existe um segundo ponto a ser questionado que é: por quê no fim das contas querem o afastamento do Antonini do projeto. Acho engraçado nessa vida o oportunismo das pessoas.
E é triste o oportunista. É sem alma. É sem idéias, é mero maria-vai-com-as-outras o oportunista. O oportunista é aquele que abandona o clube quando o clube mais precisa. Abandona porque não lhe é oportuno o gasto, o dispêndio, o stress com a flauta até. Mas quando o clube é campeão, ou está em alta, apontando no sentido de crescimento, pois bem, eis que "ressurgem" os oportunistas.

Quando Odone assumiu o Grêmio, não havia um nome sequer a ser ventilado. Não havia pedra sobre pedra. Obino fora o pior dos piores gestores que o Grêmio já teve. O momento era de crise técnica, crise financeira, não havia sequer idéia de novo estádio. Aliás, cogitava-se de quanto tempo o clube levaria para fechar as portas. Alguém lembra-se disso ?

Agora, o filho do patrono está no poder. Mas será que os "cardeais" (ou seriam "abutres"?) esquecerão do único que aceitou o desafio de ser presidente do clube em águas tão revoltas ? Será que esquecerão da torcida que abraçou o clube, pegou-o no colo e o embalou de volta às alturas ?

Como diriam meus antepassados:

Bellum dulce inexpertis.
A guerra parece doce aos que nunca lutaram.

Um comentário:

João Pedro Oliveira disse...

fala bill!!!
interessante cara.
entra lá no meu blog www.osilomaquetes.blogspot.com e procura a seção grandes amigos.
tem uma surpresa pra ti!!!!
até amanha cara!!!!!